domingo, 20 de setembro de 2015

Probióticos, Prebióticos e Simbióticos

Probióticos 

Os probióticos são bactérias benéficas que melhoram a saúde do intestino facilitando a digestão e a absorção de nutrientes, protegem a mucosa intestinal que metaboliza melhor as fibras presentes nos alimentos, diminuindo a concentração de bactérias patogênicas e putrefativas que provocam excesso de gases intestinais e o surgimento de doenças, também ajuda o funcionamento intestinal e ainda fortalece o sistema imune, ajudando a prevenir doenças, como gripes e resfriados.

Principais Benefícios dos probióticos:

  • Melhora da digestão;
  • Diminuição dos casos de azia;
  • Aumento da absorção de alguns nutrientes, como vitamina B ou metionina;
  • Prevenção de problemas intestinais, como diarreia, diverticulite ou colite;
  • Aumento da produção de macrófagos, que são células de defesa do organismo;


Prébióticos
Os compostos prebióticos são fibras não-digeríveis que funcionam como alimento para as bactérias intestinais benéficas, isto é, os probióticos – daí a importância de apostar na dupla para reorganizar a flora intestinal.
Os representantes mais conhecidos desse grupo têm nomes complicados:
-Frutooligosacarídeos (FOS) e inulina. Mas o que interessa mesmo é que eles podem ser facilmente encontrados. Os FOS, por exemplo, estão concentrados em alimentos de origem vegetal que podem ser comprados na feira ou no supermercado, como cebola, alho, tomate, banana, cevada, aveia, trigo, mel e cerveja. Já a inulina está presente principalmente na raiz da chicória, e também no alho, na cebola, no aspargo e na alcachofra.
“Além de ajudar no sistema imune, atuando com os probióticos, esses elementos auxiliam nas funções intestinais, evitando a constipação, e reduzem a absorção de gorduras e açúcares”, conta Mônica.
Pesquisas recentes mostram que a inulina tem a capacidade de aumentar a absorção de cálcio e de magnésio pelo organismo.
“O cálcio é importante na prevenção de doenças ósseas, como a osteoporose, e o magnésio atua diretamente na contração muscular”, comenta a nutricionista de Pelotas.
Para notar benefícios, os alimentos ricos em pré-bióticos devem ser consumidos diariamente. Mas é válido frisar que pessoas com problemas intestinais não podem cometer exageros.


Simbióticos


O termo simbiótico está relacionado ao conceito de sinergismo e deveria ser utilizado para produtos nos quais o prebiótico favorece seletivamente o probiótico contido na mesma fórmula. O simbiótico, pela combinação de seus ingredientes (probiótico + prebiótico), melhora a sobrevivência do probiótico no organismo, pois seu substrato específico é fornecido pelo prebiótico.
Alguns dos simbióticos mais utilizados para seres humanos são as associações: bifidobactéria + FOS (frutoligossacarídeo);lactobacilos + lactitol; e bifidobactérias + GOS (galactolidossacarídeos).

O efeito simbiótico pode ser direcionado às distintas regiões “alvo” do aparelho gastrointestinal, os intestinos delgado e grosso.
O consumo de probióticos e prebióticos escolhidos adequadamente pode aumentar os efeitos positivos de cada um deles, posto que o estímulo de cepas probióticas conhecidas induz à escolha dos pares simbióticos ideais.
Um exemplo dos benefícios dos simbióticos é no caso de portadores da síndrome do intestino curto, que normalmente são mal nutridos e apresentam intestino dilatado, levando a uma multiplicação exagerada de certas bactérias indesejáveis, a combinação de Bifidobacterium brevisLactobacillus casei e Galacto-oligossacarídeos, durante, pelo menos, dois anos de tratamento, resultou em uma significativa melhora da motilidade e da absorção intestinal.

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